Chícharo

Nome vulgar do Lathyrus sativus, leguminosa anual, prostrada ou trepadora, da subfamilia das papilionadas, tribo das vicieas que se distingue das suas congeneres por Gaules estreitamente alados; folhas tipicamente com dois foliolos de 3 a 9cm, e a especie tepica desta regiao.

O Chícharo, do latim Cicer, e uma planta leguminosa anual, cujas raízes se adaptam perfeitamente a terrenos calcários e pobres da Serra, não sendo necessário grandes cuidados com o amanho da terra.

Embora a sua origem seja discutível, pode considerar-se como segura o seu primeiro aparecimento no Mediterrâneo Oriental: Grécia, Turquia e Síria de onde se expandiram, com relativa rapidez, para os diversos países dos cinco continentes habitados.

Tendo entrado em Portugal pelo SuI, foi trazido para as Beiras pelas populações nos seus movimentos sazonais.

O Chícharo foi sempre sinónimo de pobreza e rudeza, considerado a “carne dos pobres”. Teve um papel importante na alimentação nomeadamente nos anos 30 e 40, sobretudo no SuI do país e Beiras, no qual as populações pobres baseavam as suas refeições. (A classe rica alimentava com estes leguminosos os animais bovinos e caprinos)

Apesar da sua relativa riqueza em lípidos, hidratos de carbono, fósforo e potássio, quando generalizado a toda a população, começou a ser acompanhado de carne e peixe. Hoje, apesar de não ser amado pelos jovens, aparece, como valorização de um produto tradicional, nomeadamente na estacão fria, em prestigiados restaurantes ou nos diversos festivais de gastronomia.Em Santa Catarina da Serra, como em toda a região situada no maciço calcário da Serra de Aire, tradicionalmente o Chícharo era confeccionado com pão de milho a servir de base, bem oleado com azeite da região, acompanhado de bacalhau assado e cebola crua. Hoje, generalizado que é o seu consumo, aparece acompanhado também de morcela assada, entrecosto e fêveras.

Producao da leguminosa por um produtor, Antonio Costa, de Santa Catarina da Serra